Comportamento, Crônicas

NÃO MUDE A HISTÓRIA, MUDE SEU PAPEL PARA O PRINCIPAL

Já passou por alguma fase na vida em que você parecia ter um papel de figurante na própria história? Em que não conseguia expressar suas vontades, fazer valer sua opinião? Difícil quem nunca tenha passado por isso. E assim ficamos pensando: eu deveria ter feito diferente. Será?

Repassando alguns capítulos da sua vida hoje na mente, é quase inevitável pensar em tudo o que mudaria. Mas, se aquele velho ditado é verdade, o que somos hoje é o resultado de nossas escolhas de ontem. Assim as lições são aprendidas. E muita coisa boa veio no meio das nem tanto.

Melhor mesmo é aceitar a história, com glórias e quedas, mocinhos e vilões. E, assim, olhar para a frente, talvez para ser hoje muito mais protagonista de filme de ação que qualquer outra, da sua história. Se isso for o que você quiser, sempre da tempo de ir em busca de nossos objetivos. Você pode, sim, ser sua protagonista favorita.

 

Exemplos na ficção nos ensinaram errado, mas a vida real tem muitas heroínas

É fato que os exemplos nos cinemas e desenhos de personagens femininas são, em sua grande maioria, frágeis, e que crescemos vendo as mocinhas esperarem o salvamento. Isso nos “ensinou”, infelizmente, que o herói vem de fora para resolver todos os problemas. Enquanto deveríamos ter aprendido desde o nascimento que – apesar de possível e agradável ter ajuda – a solução de nossa vida é a gente quem dá. Isso porque somos capazes, somos seres amados por uma força maior que nos cuida em todos os momentos, somos dotados de inteligência e força para aprender e se superar.

Proponho aqui uma reeducação mental: que tal lembrar e divulgar as mulheres fortes das histórias reais para as próximas gerações? As mundialmente conhecidas (Anita Garibaldi, Joana D’Arc) ou aquelas que poucos conhecem (sua mãe, uma vizinha, alguém que você ouviu falar). Você deve ter um exemplo pertinho de você, de uma mulher da qual se orgulha e que merece aplausos por ser quem é.

Enquanto isso, resta-nos o desejo de que nos deem de presente mais lutadoras, espiãs, independentes… que inventem algumas delas na versão para crianças, mas que parem com isso de colocar a protagonista como papel secundário da própria história.

Vontade de ver um bom filme com uma mulher forte? Vontade de ler histórias infantis onde a representação feminina é ativa, decidida e unida? Então, que tal construir uma boa heroína da sua vida, com erros e acertos? Que tal elogiar aquela mulher que merece seu reconhecimento? Assim, todas teremos mais forças e motivação para aproveitar os próximos capítulos.

 

Texto: Andressa Vilela

Foto: Freepik